10.10.11
Lé tutu lé tutu bó wá
2.10.11
Não apresse o rio
“Não apresse o rio” – diz um pensamento hindu. A vida tem seu próprio ritmo e suas próprias regras. Ninguém muda coisa alguma, se não tiver a paciência necessária.
Mas, para viver em paz durante o tempo em que a vida age processando as mudanças, é preciso saber viver as coisas como elas são, enquanto elas assim forem. Em outras palavras, é preciso saber aceitar o inevitável, enquanto ele for uma realidade em sua vida.
Ser feliz é algo que vem de você aceitar que tudo o que está na sua vida hoje tem uma razão para estar ali. E vai passar, no seu devido tempo.
Daniel era um rapaz bastante interessado nos aprendizados sobre a vida, e estava intrigado naquele dia. Não conseguia entender como seu mestre, Jonas PahNu, vivia tão tranqüilo e sereno, apesar de todas as atribulações que havia em sua vida. Não conseguindo conter-se mais, perguntou a Jonas:
− Mestre, qual é o segredo que você guarda, que o faz estar sempre bem?
Jonas, como sempre, sem dizer uma só palavra, tomou Daniel pela mão e o conduziu a seu quarto. Lá chegando, apontou para uma pequena placa que estava pendurada sobre a cabeceira de sua cama e disse:
− Eis o segredo de minha tranqüilidade e de minha felicidade. Recebi essa placa de meu Mestre. Leio essa mensagem todas as manhãs ao levantar-me e todas as noites ao deitar-me, para nunca esquecer dessas palavras.
Daniel se aproximou da pequena placa e, então, leu:
'Nesta vida nada é por acaso. Tudo tem uma razão de ser. E mais: nesta vida tudo passa. Quando cessa a necessidade de um acontecimento em nossa vida, quando aprendemos a lição que há para nós nesse acontecimento, então ele se vai. Ele passa e dá lugar a novos acontecimentos, com novas lições de vida. A vida é um renovar constante, é uma lição contínua. Na vida tudo passa!'
Daniel sorriu para Jonas e juntos saíram para viver mais um dia feliz."
As coisas boas passarão, as coisas ruins também passarão. Por isso a felicidade vem do bom senso de aceitar o inevitável, com a paciência necessária para esperar que tudo passe..
A partir do momento que paramos de gastar energia lutando contra o inevitável – e damos à vida o tempo necessário para resolver esse problema -, passamos a acumular condições para transformar a nossa vida em algo melhor. Passamos também a ver com mais clareza onde usar essa energia economizada. Tudo começa a ter uma perspectiva melhor, então. E isso favorece a felicidade.
Seja mais feliz, aprendendo as lições de cada acontecimento e tendo a tranqüilidade de saber que “Tudo passa após cumprido o seu propósito em sua vida".
Gilberto Cabeggi
Mas, para viver em paz durante o tempo em que a vida age processando as mudanças, é preciso saber viver as coisas como elas são, enquanto elas assim forem. Em outras palavras, é preciso saber aceitar o inevitável, enquanto ele for uma realidade em sua vida.
Ser feliz é algo que vem de você aceitar que tudo o que está na sua vida hoje tem uma razão para estar ali. E vai passar, no seu devido tempo.
Daniel era um rapaz bastante interessado nos aprendizados sobre a vida, e estava intrigado naquele dia. Não conseguia entender como seu mestre, Jonas PahNu, vivia tão tranqüilo e sereno, apesar de todas as atribulações que havia em sua vida. Não conseguindo conter-se mais, perguntou a Jonas:
− Mestre, qual é o segredo que você guarda, que o faz estar sempre bem?
Jonas, como sempre, sem dizer uma só palavra, tomou Daniel pela mão e o conduziu a seu quarto. Lá chegando, apontou para uma pequena placa que estava pendurada sobre a cabeceira de sua cama e disse:
− Eis o segredo de minha tranqüilidade e de minha felicidade. Recebi essa placa de meu Mestre. Leio essa mensagem todas as manhãs ao levantar-me e todas as noites ao deitar-me, para nunca esquecer dessas palavras.
Daniel se aproximou da pequena placa e, então, leu:
'Nesta vida nada é por acaso. Tudo tem uma razão de ser. E mais: nesta vida tudo passa. Quando cessa a necessidade de um acontecimento em nossa vida, quando aprendemos a lição que há para nós nesse acontecimento, então ele se vai. Ele passa e dá lugar a novos acontecimentos, com novas lições de vida. A vida é um renovar constante, é uma lição contínua. Na vida tudo passa!'
Daniel sorriu para Jonas e juntos saíram para viver mais um dia feliz."
As coisas boas passarão, as coisas ruins também passarão. Por isso a felicidade vem do bom senso de aceitar o inevitável, com a paciência necessária para esperar que tudo passe..
A partir do momento que paramos de gastar energia lutando contra o inevitável – e damos à vida o tempo necessário para resolver esse problema -, passamos a acumular condições para transformar a nossa vida em algo melhor. Passamos também a ver com mais clareza onde usar essa energia economizada. Tudo começa a ter uma perspectiva melhor, então. E isso favorece a felicidade.
Seja mais feliz, aprendendo as lições de cada acontecimento e tendo a tranqüilidade de saber que “Tudo passa após cumprido o seu propósito em sua vida".
Gilberto Cabeggi
O Suicídio na visão do Candomblé
5.9.11
Morte e a Sensação de Experiência
Morte e a Sensação de Experiência

A morte é a experiência desolada na qual nossos padrões habituais não podem continuar como gostaríamos que continuassem. Nossos padrões habituais param de funcionar. Uma nova força, uma nova energia, nos toma, que é a natureza da morte, ou da descontinuidade. É impossível focar esta continuidade de qualquer ângulo. Esta descontinuidade é algo com que você não pode se comunicar, porque você não consegue agradar esta força em particular. Você não pode ser amigo dela, você não pode ludibria-la, não pode convence-la a qualquer coisa. É extremamente poderosa e sem compromissos.
O fato dela não se comprometer também impede as expectativas para o futuro. Temos nossos planos projetos de todos os tipos em que gostaríamos de trabalhar. Mesmo se estivéssemos entediados com a vida, nós ainda gostaríamos de sermos capazes de recuperar aquele tédio. Há uma esperança constante de que algo melhor possa surgir das experiências dolorosas da vida, ou que possamos descobrir alguma maneira nova de expandir as situações prazerosas. Mas a sensação de morte é muito poderosa, muito orgânica, muito real.
Quando você está prestes a morrer, pode ser que seus médicos, seus parentes, ou seus amigos mais chegados não lhe digam que você vai morrer. Eles podem considerar difícil fazer este comunicado a você. Mas eles comunicam uma simpatia silenciosa, e há algo por trás dela. No mundo convencional, as pessoas não querem se relacionar com um amigo que está morrendo. Eles não querem se relacionar com a experiência de morte de seu amigo como algo pessoal. É um embaraço mútuo, uma tragédia mútua sobre a qual não se quer falar. Se estamos em ambientes menos convencionais, podemos nos aproximar de uma pessoa moribunda e dizer, você está morrendo, mas ao mesmo tempo tentar dizer a ele: enfim, isso não é algo ruim, o que está acontecendo com você. Você vai ficar bem. Pense naquelas promessas sobre eternidade que você ouviu. Pensa em Deus, pense em salvação. Nós ainda não queremos entrar no cerne do assunto.
Estamos tentando encarar a situação, mas ela é embaraçosa. Apesar de sermos corajosos o suficiente para dizer que alguém vai morrer, nós dizemos: mas ainda assim você vai ficar bem. Todos aqui acham que isso é bom, e nós o amamos. Leve algo desse amor que sentimos por você e transforme-o em algo quando você se for desse mundo, quando você morrer. Essa é a atitude [de esquiva] que temos perante a morte. A experiência real da morte, como já explicamos, é uma sensação de cessar de existir. A rotina normal de sua vida cotidiana deixa de funcionar e você se transforma em outra coisa. O impacto básico da experiência é o mesmo, quer você creia no renascimento ou não: é a descontinuidade do que você estava fazendo. Você está deixando seus sócios para trás. Você não vai conseguir terminar de ler aquele livro que você ainda não acabou.
Você não vai ser capaz de terminar o curso que você estava freqüentando. Talvez as pessoas que estão envolvidas com a doutrina do renascimento possam tentar lhe dizer, Quando você voltar, você terminará este livro. Você estará de volta conosco. Talvez você seja um de nossos filhos. Pense nessas possibilidades. Eles tendem a dizer estas coisas e fazer todo tipo de promessas. Eles fazem promessas sobre estar com Deus ou voltar ao mundo e continuar com as coisas que você deixou para trás.
Nesse tipo de conversa, há algo que não é realmente aberto. Há algum tipo de medo, medo mútuo, mesmo em meio a crenças de eternidade ou reencarnação. Há medo ou embaraço perante relacionar-se com a morte. Há sempre uma sensação de algo indesejável, mesmo se você está lendo para seu amigo um capítulo do Livro Tibetano dos Mortos, ou algo assim. Você pode dizer a seu amigo, Apesar de algo terrível estar acontecendo a você, há uma coisa maior. Agora você realmente vai ter uma chance de passar por aquelas experiências descritas no Livro Tibetano dos Mortos. E nós o ajudaremos a faze-lo! Mas não interessa o que tentemos, há essa sensação de algo que não pode ser feito completamente certo, não interessa que tipo de imagem positiva queiramos passar.
Parece que, supreendentemente, para muitas pessoas, particularmente no ocidente, ler O Livro Tibetano dos Mortos pela primeira vez é muito emocionante. Pensando a respeito, cheguei à conclusão que a excitação vem do fato de que promessas tremendas estão sendo feitas. A fascinação com as promessas feitas no Livro Tibetano dos Mortos quase ofusca a própria morte. Temos buscado por um longo tempo uma forma de encobrir nossas irritações, incluindo a própria morte. As pessoas ricas gastam muito dinheiro em caixões, em boas roupas para vestir. Eles pagam por caríssimos sistemas funerais. Elas tentarão de qualquer jeito impedir o embaraço ligado à morte. É por isto que O Livro Tibetano dos Mortos é tão popular e é considerado tão fantástico.
Da mesma forma as pessoas se sentem muito excitadas e festivas sobre a idéia da reencarnação. Algumas décadas atrás quando a idéia da reencarnação se tornou bem divulgada pela primeira vez, todo mundo ficou excitado a respeito. Essa é outra forma de ofuscar a morte. Você vai continuar; você tem seus débitos cármicos para resgatar e seus amigos para reencontrar. Talvez você retorne como meu filho. Ninguém parou para considerar que eles poderiam voltar como um mosquito ou como um cachorro ou gato de madame. Esse tipo de enfoque com relação à morte que temos discutido é muito estranho, extremamente estranho.
Quando discutimos a descoberta da eternidade por Vajradhara, que é como o próximo aspecto de Padmasambhava é chamado, não estamos olhando para ele como uma vitória sobre a morte ou como um substituto para as irritações da morte ou qualquer coisa desse tipo. A eternidade nesse sentido está ligada com uma visão verdadeira dos fatos da vida. A dor existe e o prazer existe. Existe um aspecto negativo do mundo. Ainda assim, você pode se relacionar com ele. Fundamentalmente, desenvolver esse tipo de sentido de eternidade é fazer amigos. Poderíamos considerar uma certa pessoa como um bom amigo à despeito de suas qualidades ameaçadoras. De fato, é por isso que nos tornamos amigos.
Relacionar-se com a eternidade nesse sentido é se tornar um rei da vida, um senhor da vida. E se o senhor da vida é realmente um senhor, seu império se estende até a morte também. Assim o senhor da vida é o senhor da vida e da morte. E este senhor da vida é conhecido como Vajradhara. O jovem príncipe que recém havia sido expulso de seu reino repentinamente decide se adaptar ao ambiente selvagem do cemitério a céu aberto e ao princípio fundamental da eternidade, que é geralmente conhecido como experiência mahamudra. A experiência mahamudra aqui é a experiência que se relaciona com a qualidade vívida dos fenômenos. Isto é, o cenário do cemitério a céu aberto é real. Há esqueletos, pedaços de corpos, animais selvagens, corvos, lobos, assim por diante.
No cemitério a céu aberto, o jovem príncipe descobre um novo enfoque com relação a vida, ou ainda, um novo enfoque de vida o descobre. Poderíamos dizer que nesse estágio Padmasambhava se torna um cidadão respeitável, porque o sentido de eternidade revela indestrutibilidade, indestrutibilidade no sentido de que nada possa ser uma ameaça e nada possa confortar. Este é o tipo de eternidade a que estamos nos referindo aqui. A morte não é mais considerada uma ameaça. A experiência de morte de Padmasambhava é uma experiência de um dos aspectos da vida. Ele não está preocupado em perpetuar sua personalidade e existência. Poderíamos dizer que este enfoque é mais do que o de um iogue ou o de um siddha. Esse enfoque é mais o de um Buda, já que estas experiências não são consideradas conquistas de qualquer tipo elas não são descobertas, vitórias, ou formas de vingança. Estas experiências apenas acontecem; e porque elas acontecem, Padmasambhava se afina a elas. Assim Padmasambhava como Vajradhara se torna o senhor da vida e da morte, o detentor do vajra, o detentor da energia indestrutível um Buda sambhoghakaya.
A próxima jornada que Padmasambhava faz está ligada com desejar explorar todos os tipos de situação de ensinamentos e querer se relacionar com os maiores professores do mundo naquela época. Ele visita um dos professores mais proeminentes da tradição maha ati, Shri Simha, que supostamente veio da Tailândia, o Sião, e estava vivendo em uma caverna em outro cemitério a céu aberto. Vajradhara, o aspecto sambhoghakaya de Padmasambhava, foi até esse mestre e perguntou como destruir a sensação de experiência. Shri Simha reduziu Padmasambhava a uma sílaba HUM, que é penetração.
Você não tenta dissolver a experiência ou considera-la um engano. Você penetra a experiência. A experiência é como um recipiente com muitos furos, o que quer dizer que não pode prover um bom abrigo, um bom conforto. Penetrar ou furar é como furar uma rede confortável armada sob uma árvore, [uma vez que você o perfura] quando você se aproxima dela e tenta sentar nela, descobre que caiu no chão. Esta é a penetração da sílaba semente HUM. Reduzindo Padmasambhava a um HUM, Shri Simha o engole pela boca e o defeca pelo anus. Isto é leva-lo de volta à experiência nirmanakaya de ser capaz de penetrar o mundo fenomênico total e completamente, de ser capaz de transmitir uma mensagem ao
mundo fenomênico.
Tendo destruído seu próprio sentido de sobrevivência e atingido uma sensação de eternidade, Padmasambhava agora desenvolve um sentido de penetração. (Claro, ele não está realmente desenvolvendo coisa alguma, ele está apenas passando por estas fases. Estamos contando a história de Padmasambhava de acordo como nos o temos construído, ao invés de tentar expressar que ele fez todas estas coisas.) Isto é quando Padmasambhava se tornou conhecido como o grande iogue que podia controlar o tempo, que podia controlar o dia e a noite e as quatro estações. Este aspecto iogue de Padmasambhava é chamado Nyima Öser. Nyima Öser penetrava todas os conceitos de tempo, dia e noite, as quatro estações. Em sua iconografia, ele é visto parando o movimento do sol, usando seus raios como se fossem correntes.
A idéia aqui não é que a conquista de uma experiência sutil possa leva-lo a tão completa absorção que você cessa de experimentar as distinções entre dia e noite e as quatro estações. Pelo contrário, as atitudes conceituais com relação a dia e noite e às quatro estações ou com relação à dor e prazer ou todo o resto são completamente penetradas. Geralmente o dia e a noite e as quatro estações nos dão conforto ao nos dar a sensação de que estamos nos relacionando com a realidade, com os elementos: Agora estamos nos relacionando com o verão, agora estamos nos relacionando com o outono, agora estamos nos relacionando com o inverno, e agora estamos nos relacionando com a primavera.
Como é bom estar vivo! Como é bom estar na terra, o melhor lugar para o homem, sua casa! Está ficando tarde; é hora do jantar. Deveríamos começar o dia com um café da manhã reforçado. Assim por diante. Nosso estilo de vida é governado por estes conceitos. Há muitas coisas para fazer enquanto o tempo passa, e relacionar-se com elas é como balançar numa rede, uma cama confortável em pleno ar. Mas Nyima Öser perfurou esta rede. Agora você não pode apenas se divertir balançando e tirando uma boa soneca em pleno ar. Esta é a qualidade de penetração aqui.
A: Você está tirando uma soneca confortável nessa rede. Então você penetra a aparência confortável dessa rede. Então onde isso te coloca de pé?
TR: Você se descobre no chão.
A: Mas de alguma forma alerta?
TR: Sim. Uma das qualidades parece ser uma sensação de despertar ao invés de absorver-se.
A: Se Padmasambhava é o grande iogue que controla o tempo, isso significa que o tempo não o controla da forma que nos controla?
TR: Não é realmente uma questão de controlar o tempo; ou não ser controlado por ele. É descobrir a atemporalidade. Se você traduzir isto em algum tipo de linguagem de colono, então você diria controlar o tempo.
A: Você repetidas vezes enfatizou que Padmasambhava não aprende nada e de certa forma sabe tudo. Não entendo porque não podemos olhar para ele como um ser humano comum, como qualquer um de nós, que aprendeu várias coisas em diversos níveis.
TR: Poderíamos igualmente nos relacionarmos com nossos estágios neste estilo. Nosso processo de desenvolvimento espiritual, ou como você quiser chama-lo, é um processo de desaprendizado e não um processo de acumular novas experiências. O estilo de Padmasambhava é um desmascarar, desaprender muitas camadas de cobertura fenomênica são gradualmente removidas.
A: O processo de desmascarar, ou desaprender, parecer ser como uma série de mortes. Porque isto tem de ser tão doloroso? Porque não pode ser como um tipo de liberação e gerar uma espécie de sensação de alegria?
TR: Bem, é alegre, e talvez estejamos reclamando demais. Estamos muito mais conscientes da intensidade da escuridão do que do brilho da luz.
A: Parece que a forma correta de lidar com a morte é sem nenhuma estratégia. Você tem que abandonar seu medo antes de estar sem uma estratégia? Ou você pode apenas lidar com seu medo?
TR: O medo é algo muito interessante, na verdade. Possui discernimento além da qualidade cega de pânico. Assim parece que se você desistir da esperança de atingir qualquer coisa, então afinar-se ao medo é afinar-se ao discernimento. E os meios hábeis surgem espontaneamente do próprio medo, porque o medo parece ser extremamente cheio de recursos. É o oposto da ausência de esperança, na verdade. Mas o medo também tem o elemento do pânico e uma atitude surda e muda você sabe, fazer o melhor que você pode. Mas o medo sem
esperança parece ser algo realmente cheio de discernimento.
A: O medo é cheio de discernimento no que nos aponta o que realmente tememos em primeiro lugar?
TR: Não só isso. Tem seu próprio aspecto intuitivo acontecendo além de apenas conclusões lógicas. Possui uma vastidão de recursos espontaneamente presentes.
A: Poderia falar mais sobre isso?
TR: Quando você se conecta com seu medo, você percebe que já saltou, você já está no meio da queda. Você percebe isso, e então você se torna cheio de recursos.
A: Não é isso que todos estamos fazendo sendo cheios de recursos que vem do nada?
TR: Nós não percebemos que já estamos no meio da queda.
A: Rinpoche, você disse que o medo sem esperança seria inteligente. O mesmo poderia ser dito das outras emoções intensas?
TR: O resto das emoções são principalmente constituídas de esperança e medo. Esperança e medo representam o tipo de qualidade de empurrar e puxar da dualidade, e todas as emoções consistem disso. Elas são diferentes aspectos dessa mesma coisa; elas parecem ser feitas de esperança e medo de alguma coisa puxar e magnetizar ou esquivar-se.
A: Ter medo é também desejar a mesma coisa que você teme?
TR: Sim, é assim que é. Mas quando você percebe que não há nada para se desejar (você sabe, o desejo é o aspecto de esperança do medo), quando você percebe isto, então você e seu medo são deixados nus e solitários.
A: Assim você apenas se conecta com o medo sem esperança. Mas como você faz isso?
TR: É relacionar-se sem uma auto-alimentação. Então a situação automaticamente se intensifica ou se torna clara.
A: Você poderia aplicar o mesmo enfoque com relação à raiva? Se estou bravo, ao invés de ou expressar ou suprimir, eu apenas me relaciono com isto? Paro a raiva e apenas me relaciono com o processo de pensamento?
TR: Você não para a raiva, você é a raiva. A raiva apenas fica ali como ela é. Isto é relacionar-se com a raiva. Então a raiva se torna vívida e sem direção, e se dissipa como energia. A idéia de lidarmos com ela não tem nada a ver com expressar-se para a outra pessoa. A expressão tibetana para isto é rang sar shak, que quer dizer deixe-a em seu próprio lugar. Deixe a raiva ficar em seu próprio canto.
A: Ainda não entendo o que deveríamos tentar comunicar para uma pessoa que está morrendo.
TR: Veja, a morte é uma experiência real. Geralmente, não nos ligamos com uma sensação de realidade. Se temos um acidente ou qualquer coisa que ocorre em nossas vidas nós não a consideramos como uma experiência real, mesmo que ela possa nos machucar. Nos é real na medida que diz respeito à dor e aos danos físicos, mas ainda não nos é real porque pensamos imediatamente em termos de como poderia ter sido diferente. Há sempre uma idéia de um primeiro-socorro ou de algum aspecto redentor da situação. Se você está falando com um amigo ou parente que está morrendo, você deveria transmitir a idéia de que a morte é uma experiência real, ao invés de que seja apenas uma piada e que a pessoa vá ficar melhor. Geralmente as pessoas dizem para uma pessoa que está morrendo coisas como: A vida é mesmo uma grande piada. Os grandes santos dizem que ela não é real. A vida é irreal. O que é a morte, enfim? Quando tentamos tomar esse enfoque, nós mesmos estamos nervosos; e esse nervosismo é o fim da comunicação com a pessoa que está morrendo. Deveríamos tentar ajuda-los a entender que a morte é real.
Tradução por Eduardo Padma Dorje (pdorje@zaz.com.br) e Ana Macedo, em setembro de 2001. Instituto Caminho do Meio em Porto Alegre/RS (http://bodisatva.org). Por favor não distribua este texto ou partes dele indiscriminadamente.
10.5.11
O QUE É JOGO DE BÚZIOS
As Previsões
O futuro não se adivinha, o futuro se constrói a partir de nossas ações no presente. Dependendo das escolhas que fazemos podemos mudar o presente, podemos mudar o passado e podemos mudar o futuro.
O Oráculo
O jogo é um instrumento sagrado de comunicação com o divino e a consulta ao oráculo é restrita aqueles que foram devidamente iniciados nos mistérios de seus respectivos Orixás pelos mais velhos de sua tradição.
Merindilogun significa “dezesseis” em iorubá, uma língua africana, que também é a denominação da civilização de origem dos Orixás. Merindilogun refere-se aos dezesseis búzios que são utilizados para representar os dezesseis signos “maiores” para a interpretação do Oráculo, chamados Oju Odu.
Além destes signos “maiores” existem 240 signos “menores”, chamados Omo Odu, resultando o total de 256 Odus. Cada um dos 256 Odus referem-se a histórias (Itan Ifá) que narram o início da Criação da Vida, transmitem conhecimentos sobre a utilização que podemos fazer de elementos da natureza (ervas, minerais, animais, etc.) e, principalmente, orientam-nos para ações que visam o aprimoramento de nosso bom caráter (Iwa Pele).
A sabedoria do Jogo de Búzios
Em geral, a maioria das pessoas busca no Jogo de Búzios respostas a questões do cotidiano, querem saber se o namorado vai voltar, se vão receber uma promoção no trabalho, se um parente próximo vai melhorar de saúde. Na verdade, estas questões refletem a uma enorme sensação de insegurança.
Se pensarmos bem, o que todos estamos buscando é, de fato, a nossa própria segurança. Buscamos primeiramente a nossa segurança financeira, depois vem a segurança afetiva, a segurança de nossa família, a segurança de nossa saúde. Costumamos pensar que precisamos de dinheiro para sermos felizes. Mas não é, realmente, o dinheiro que buscamos, mas a segurança que ele supostamente pode proporcionar.
A expectativa de segurança é uma das formas mais eloqüentes do egoísmo. Queremos segurança para nós mesmos, para a nossa família, para a nossa cidade, para o nosso país. Pouco importa o que está acontecendo com os outros. Pensamos somente em nós mesmos e ignoramos nosso vizinho, desprezamos o mendigo que encontramos na calçada, as crianças abandonadas. “Cada um por si e Deus para todos”, diz o ditado popular.
Este desejo de segurança e o nosso apego às coisas materiais são sentimentos que aniquilam qualquer possibilidade de fraternidade e justiça. O egoísmo, desta forma, nos afasta da necessária harmonização dos seres humanos entre si e com o cosmos.
Quando não sentimos segurança, sentimos medo. O medo é um sentimento que impede a ação. A falta de iniciativa estanca nosso desenvolvimento tanto material quanto espiritual. Sem ação não há progresso. E nos tornamos infelizes, insatisfeitos, desesperados, assustados, covardes.
Achar que a segurança vai nos fazer felizes é um engano:
Coincidência não existe. O que existe é uma sincronicidade nos acontecimentos. “Tudo o que acontece num determinado momento tem inevitavelmente a qualidade peculiar aquele momento…”“(Carl G. Jung).
21.3.11
Ojó Aikú - O DIA DA IMORTALIDADE
_________________________________________________________________________________________________________________
Gil Bello, é Consultor esotérico e Sacerdote dos Cultos Lesse-Orixá , Lesse-Ifá e Astrólogo Védico. Para maiores informações: gilbello@gilbello.com
22.5.10
Oriki Oloogunwa
Prezado Logunwa
O oriki que recebeu é o oriki dos Opomulero, filhos do Ogun Agbede.
O texto completo do fragmento que lhe foi dado diz:
Òpómúléró mojaàlekàn lálè é Òyun.
Òpó róso, Òpó gbàjá,
Omo Alágbède
Òpó, omo a mú'là merìndínlógún sèye ...
"Òpómúléró" literalmente significa "o pillar que sustenta a casa", ou seja, um herói valente que protege ao seu clã, à sua nação (provavelmente diante de uma invasão, uma guerra como Ògún tinha o hábito de fazer).
A cláusula: "mojaàlekàn lálè é Òyun" é uma referência histórica à cidade iorubana da antiguidade chamada Òyun (hoje a cidade encontra-se extinta)
Portanto, a tradução daquele trecho será "Òpó, o valente que segurou a casa de Òyun".
O resto do trecho consiste numa descrição do ato heroico de Òpó naquele passado mítico-histórico quando, para salvar a sua terra, "Òpó róso, Òpó gbàjá", ou seja, Òpó se preparou místicamente, com as forças metafísicas ( r'óso e gbaja quer dizer, amarrou o aso e o òjá das mães poderosas).
Omo Alágbède é uma referência à arte e ofício de Òpó e seus descendentes, ou seja, eles são ligados à metalurgia, à forja onde Ògún transforma o ferro em armas de guerra.
A parte final do fragmento acima: "Omo a mú'là merìndínlógún sèye" é ainda outra referência ao povo de Ògún, principalmente, àqueles pertencendo ao sub-grupo iorubano da região noroeste do antigo reino de Òyó (como as cidades de Ìsèyìn, Ìgbòho, Shakí, Òkehò, etc.), região hoje conhecida geralmente como "Òkè Ògùn", onde a prática de fazer as marcas (cicatrizes) de identificação étnica foi mais forte do que em qualquer outra parte da iorubalândia. "a mú ila mérìndínlogún se èye", ou seja, "aquele que ostenta 16 cicatrizes no rosto", é uma descrição eloquente da qualidade e quantidade das marcas do rosto mais usadas por este sub-grupo iorubano. Lembremos que essas marcas são talhadas no rosto mediante uso de láminas cortantes e a ferida é tratada com misturas de ervas especiais até cicatrizar e formar as marcas líndas dos rostos iorubanos das quais já foram escritos tantos livros bem ilustrados com fotos e gravuras bem coloridos. Poder aguentar tal incisão facial é fonte de orgulho para os descendentes de Òpómulero.
Portanto, caro Logunwa, o seu oriki lhe relaciona a um dos troncos mais valentes do povo iorubano.
Falando nisso, a segunda linha do oriki que lhe foi dado lhe trata como "Omo Owá", isso é uma conexão à terra dos Ìjèshas, cujo rei tem o título de Òwa. Lembremos que o povo Ìjèsha tem como um dos seus principais orixás patronos a Oxum, entidade levada ao Brasil e ao resto do mundo por esse povo iorubano. Ore yeye o!
"Àyìnlá" é um apelido de carinho, não tem grande referência histórica. Os pais costumam usar tais apelidos de carinho para demostrar amor aos filhos.
Mando-lhe muito axé deste nosso lado do Atlântico Yorubano.
Félix.
Dr. Félix Ayoh'OMIDIRE
Department of Foreign Languages,
Faculty of Arts, HBI 306A
Obafemi Awolowo University,
Ile-Ife, Osun-State
11.3.10
Omolara Opo
omo asenbi won ti bi
omo ola
omo olola
omo akogun
Omolara Opo
uma criança que se comporta exatamente como o pai,
omo ola
criança que trouxe riqueza
omo olola
criança que nasce em riqueza
omo akogun
filha de um homem forte (guerreiro)
12.12.09
Assalto de Orixás
Assalto de Orixás
Ildásio Tavares
Antigamente, era a polícia, invadiam os pejis, profanavam os orixás, arrebentavam tudo, tudo destruíam em nome da lei, lei que acobertava os desmandos do poder mas queria exterminar a religião de um povo oprimido.
Será que alguém, calmamente sentado em frente a seu televisor pode imaginar ser arrancado de sua cadeira e, impotente, ver toda sua família desbaratada, acorrentada, vendida, vilipendiada?
Será que alguém pode imaginar a travessia do Atlântico, num porão infecto, arrumado aos magotes, como carne para o açougue.
Os holandeses de Pernambuco traziam 500 escravos num iate, num tráfico de trocas injustas.
Uma partida de fumo rendia mais de cem escravos que eram convertidos em várias partidas de fumo que eram trocadas por centenas de escravos.
Em três ou quatro viagens o traficante podia comprar terras, se estabelecer.
Melhor que cavar ouro.
Os remanescentes deste tráfico tiveram, na diáspora, seus mecanismos de sobrevivência e neste processo a cultura é fundamental – a religião um esteio.
Uma super-raça se formaria.
Em torno de seus sagrados orixás.
O Ilê Axé Opô Afonjá vai fazer cem anos em 2010.
Cem anos que Eugênia Ana dos Santos plantou o axé de Afonjá no São Gonçalo, num gesto de majestade que ecoaria em grandeza.
Verdadeira estadista, Mãe Aninha governou o axé com hábil mão política, tendo sido seu principal artífice.
Por fortuna, logo ao se apossar dos 155mil m2 do Axé, descobriu uma fonte copiosa e em torno dela fez a casa de Yemanjá, assentando sua Yemanjá da nação de Grunci. Em seguida procedeu aos trâmites do Axé.
O Ilê Axé Opô Afonjá é uma réplica do Reino de Oyó, em 1839 destruído pelos árabes.
Ela, era a suprema sacerdotisa, a Iya Nassô.
O Balé Xangô, era Theodoro Pimentel pai de Mãezinha, futura Iyalorixá da casa.
O Xangô assentado respondia pelo santo.
Quando surgiu disputa com o Balé Xangô, Mãe Aninha criou o corpo dos doze obás de Xangô, ampliado para 36 por Mãe Senhora, outra estadista como Mãe Stella...
A fina flor da inteligência, da arte, da literatura baiana têm pertencido a esta casa.
Jorge Amado, Carybé, Genaro de Carvalho, Vivaldo Costa Lima, Pierre Verger, Vasconcellos Maia, Dorival Caymmi, Demeval Chaves, Gilberto Gil, Camafeu de Oxosse e Muniz Sodré, são alguns dos obás que dignificam e dignificaram a casa.
Ouço dizer com indignação que vândalos inescrupulosos invadiram e depredaram a casa de Oxalá na calada da noite.
Um absurdo!
A casa de Oxalá é um dos poucos exemplos que conheço de um compound africano na Bahia, morada coletiva e santuário de Oxalá, o orixá supremo, e das Aiabás.
Crime, profanação, sacrilégio, a polícia tem que tomar providências urgentes.
Imaginem se invadissem a Igreja do Bonfim.
Seria uma celeuma nacional.
Mas invadir um templo negro arrisca-se ao pouco caso. Coisa de preto.
Pouco caso que não pode existir na Bahia, Sr. Governador.
O senhor é judeu. Sabe que, quando começam perseguições étnicas como esta a coisa pode virar e, geralmente, os judeus são as primeiras vítimas.
É preciso acabar com essa Inquisição contra a raça negra.
Com esses Progroms.
19.9.09
Shaná Tova!
Não sou judeu mas admiro muito esta cultura e tenho grandes amigos e conselheiros judeus com os quais aprendi e aprendo muito sobre a vida.
Quando apareceu a primeira estrela na noite do último dia 18 de setembro (sexta-feira) e durante os dias 19 e 20 de setembro (Data das comemorações da Revolução Farroupilha), os judeus de todo o mundo e seus descendentes estiveram celebrando, junto às sinagogas, a chegada do novo ano judaico. Estamos no ano 5770!
De acordo com a tradição, o mundo foi criado em Tishrei, ou seja: Adão e Eva foram criados no primeiro dia do mês de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação, e é a partir deste mês que o ciclo anual se inicia. Por esse motivo as celebrações do ano novo judaico são realizadas nesta época.
Em contraste com as celebrações do novo ano que caracterizam os diferentes povos, o ano novo judaico é celebrado numa atmosfera de santidade e alegria, marcada pela renovação dos vínculos espirituais entre a alma do homem e Deus.
Recebo como uma benção a oportunidade que a vida me traz de realizar profundas transformações na maneira de eu me relacionar com ela.
É um tempo de grandes reflexões a respeito dos erros cometidos, e de decidir perante Deus não repetí-los no próximo ano.
O cumprimento mais tradicional entre as pessoas, para estas solenidades, é “Shaná Tová” – significando literalmente Bom Ano, e é o que desejo a todos vocês e, muito especialmente, aos meus amigos Alberto Baumstein e Renato Sacerdote. Shaná Tová!
Axé! Axé! Axé!
15.9.09

23.8.09
“No candomblé, o mal e o bem coexistem. São irreconciliáveis, mas são eternos. Num momento em que há tantos maniqueístas no mundo, em que as pessoas querem simplificar as coisas, o bem está de um lado, o mal está de outro, uns são formidáveis, outros são horríveis -, o candomblé nos ensina que as coisas são um pouquinho mais complexas.”
- Fermando Henrique Cardoso
17.8.09
Eu fui internado no Hospital das Clínicas na noite de sábado, 08 de agosto, véspera do Dia dos Pais, com o diagnóstico de Gastro-enterocolite aguda, possivelmente causada por virose ou infecção alimentar.
Dia seguinte, por ser o dia dos pais, eu pedi para receber alta a fim de comemorar junto com minhas filhas em um show de "Dança-Do-Ventre" (sic), que minha caçula, Flora, programara.
Recebi alta as 17 horas de domingo.
A caminhada até em casa foi difícil, eu tinha cólicas e andava com dificuldade.
A barriga dilatava.
Em casa, Marize, mãe de Flora, chegou a comentar que minha barriga parecia grávida de 3 meses.
Foi consenso que eu não deveria ir à Dança-Do-Ventre. (meu ventre já estava dançando...)
Quatro horas depois minha filha Gabi teve o expediente de mobilizar meu retorno ao Hospital.
Fiquei internado até sábado passado: uma semana de internação no Pronto Socorro Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo - uma experiência fascinante, embora dolorosa - onde fui muito bem atendido e testemunhei a excelência daquele Hospital, sua equipe de funcionários, seguranças, porteiros, médicos, enfermeiros, todos, sem excessão, profissionais de primeiríssima linha. Ali eu me senti acolhido e seguro.
O Hospital dispõe de completa infraestrutura. Fiz todos os exames necessários: Raio X, Ultrasonografia, Tomografia, Exames de Sangue e de Urina e Colonoscopia, cujos resultados saiam na hora, tudo informatizado. Fui examidado por muitos médicos: formidáveis garotos residentes, os melhores do país, e seus eméritos professores. E as enfermeiras me medicaram com o cuidado que teriam com seus próprios familiares. Não houve um único funcionário que fugisse desse padrão de excelência.
O que tudo isso detectou foi que havia uma obstrução no meu intestino delgado; meu intestino parou de funcionar sem explicação.
Eu não tive febre, os exames de sangue não acusavam inflamação nem infecção, minha saúde estava boa, não havia nada de errado comigo exceto que meu intestino parara de funcionar e, por isso, eu precisei colocar uma sonda pelo nariz para drenar o que estava no meu estômago e que não descia pelo meu intestino.
A solução imediata era cirurgia: somente abrindo a minha barriga para saber o que estava acontecendo. Os exames apenas acusavam uma obstrução.
Depois de marcar e ser adiada por três vezes a cirurgia a obstrução desapareceu milagrosamente.
Os médicos, muitos deles - os melhores do país -, ficaram estupefatos: eu estava curado, meu intestino desobistruído e eu poderia retornar para casa e seguir minha vida normalmente.
E cá estou escrevendo esta mensagem para dizer a vocês, meus curandeiros, que eu, sim, sei muito bem o que aconteceu comigo.
A obstrução certamente foi devido ao estresse que eu vivi nos últimos dois mêses na tentativa de resolver problemas de outros, ficando angustiado, amargurado e, por fim, literalmente enfezado. A vida acendeu o sinal vermelho e me forçou a parar, sair fora desse mundo de preocupações, e voltar-me a mim.
A desobstrução foi resultado da Egrégora que se formou visando a minha cura. Foram tantas as pessoas e orientações religiosas e espirituais que se voltaram para o meu restabelecimento que eu não vou citar nomes aqui para não correr o risco de esquecer alguém. Cada qual sabe o bem que me fez e tem o meu eterno reconhecimento.
Minha orientação religiosa é a Tradição de Orixá, onde eu sou sacerdote de Logunedé. É através Dele que eu reconheço o amor e a dedicação de todos vocês que resultou neste milagroso poder de Cura. Estou certo de que Logunedé, Orixá que sempre é feliz, está abençoando a todos com Saúde, Prosperidade, Boa Sorte, Alegria e Beleza.
Serei digno da benção que recebi de todos vocês.
Muito obrigado!
Axé! Axé! Axé!
Eduardo Logunwá
17 de agosto de 2009


